A Minha Feira de São João: Onde Moram as Memórias e os Sorrisos - 2026

 Fui à feira. Claro, só não fui no ano em que nasci, de resto nunca faltei. É a feira da minha cidade, é a feira da minha gente, é a minha feira. Está diferente? Claro que está. ha uma obra que precisa ser feita, que tem um tempo para ser terminada e isso invalida o usso de todo o terrado como sempre aconteceu. Mas que importa isso? Estao lá os carroceis, onde andei com os meus netos, porque feira sem carroceis não é feira. As tasquinhas, onde jantei, as esplanadas onde vevi um sumo no final de tarde, estava lá o futebol, para quem quis assistir ao jogo de Portugal, que desta vez ate ganhamos. Está lá o artesanato, as instituições que marcam o concelho, as vendas de quinquelharias, que não me interessam nada, mas onde sempre passo, esteve lá a cultura, a musica de Carolina de Deus, que não é da minha preferencia, assim como o cante alentejano e a das crianças com o seu desfile de carnaval fora de epoca, onde fui ver a minha neta mascarada de passaro num apelo a que se proteja a natureza. Mas a minha feira foi mais que tudo isto, foram os encontros. Isso é a feira. encontrares amigos e conhecidos que já não viamos há muito, trocar uma conversa com este e depois com aquele. Parar quase de metro a metro, para cumprimentar gente que de alguma forma ou num tempo qualquer, fez parte das nossas vidas. Foram os sorrisos partilhados, as gargalhadas felizes que as feiras nos provocam, porque sao lugares de felicidade. Foram os sentimentos de outras feiras que retornam, de memorias, de cheiros. Foi a Feira de S. Joao, que pode estar "pior" ou "melhor" mas que é a nossa FEIRA e isso, num mundo onde nada se mantem constante é logo à partida um ponto a favor.

Fui a Feira e amei ter ido à feira, o que está mal, está mal, eu prefiro olhar para o que está bem e a Feira de S. João está bem, porque me faz bem.

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