Os bancos caem, os contribuintes pagam-2014 1º revisao
Primeiro foi o BPN. Ainda mal tínhamos recuperado do choque e já estávamos a salvar o BES. Pelo caminho, ouviam-se rumores sobre quem seria o próximo da fila. Na altura, muitos olhavam para o BPI e perguntavam-se se também acabaria por precisar de uma boia de salvação. O problema deixava de parecer excecional para se tornar quase uma rotina. A cada nova crise bancária repetia-se o mesmo argumento: era preciso salvar o sistema financeiro para evitar consequências ainda piores. E, uma vez mais, quem acabava chamado a pagar a fatura eram os contribuintes. Aqueles que trabalham, pagam impostos, suportam juros, cumprem as suas obrigações e, tantas vezes, são aconselhados a viver "dentro das suas possibilidades". A ironia nunca deixou de ser amarga. Durante anos, os cidadãos ouviram discursos sobre rigor, contenção e sacrifícios. Mas quando eram os bancos a falhar, as regras pareciam mudar. O dinheiro aparecia, as soluções encontravam-se e as perdas eram, direta ou indiretamente, ...