a fina flor do entulho - 2026 1º revisao
O meu pai era um homem raro. Gostava de quase toda a gente — e digo “quase” porque santo também não era, nem queria ser. Para ele não havia pobres nem ricos, doutores nem analfabetos, gente da cidade ou do monte. Havia apenas pessoas. E mesmo quando alguma fazia porcaria da grossa, ele arranjava sempre uma desculpa, um remendo moral, uma espécie de perdão alentejano servido em tom de resmungo e copo de vinho.
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