justa rodrigues -2021
Hoje dedico a imagem a todas as mulheres que foram mortas durante os anos negros, ou idade das trevas, da Inquisição na minha cidade.
Foram muitas, não se sabe quantas por isso esta lembrança é dedicada a uma das poucas de que se tem conhecimento.
"Justa Rodríguez, queimada em auto-de-fé na Praça do Giraldo a 23 de setembro de 1543, nos crimes constava o da alimentação. "Nom queria comer nem come touçinho nem carne de porco", escreveu o inquisidor, que viu nesta vontade da ré um claro indício de judaísmo, religião que proíbe o consumo de diversos alimentos.
De origem espanhola, a mulher foi condenada por se ter desviado da "Santa fé católica" nos anos que antecederam a sua prisão no aljube de Évora. No processo é acusada, por exemplo, de ter lavado o cadáver do segundo marido derramando a água dos cântaros "ao modo e maneira que os judeus fazem a seus mortos", de ser vista a seguir os "ritos e cerimoniais" da lei judaica e de em certa ocasião ter negado que Jesus Cristo fosse o messias enviado por Deus.
Perante a gravidade das acusações, a Inquisição de Évora não teve dúvidas em considerá-la "herege e apóstata" (quem renuncia a uma determinada religião), condenando-a à pena mais grave."
Em nome de todas as "bruxas" que não eram mais que mulheres livres.
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