Uma ida a kiev-2022
Contarei a história como me foi contada. Contada na 1º pessoa que não eu. Sem normalizar a guerra, que não se normaliza, sem dizer quem é o bom da guerra, porque nas guerras não há bons. Elas trazem à vista tudo o que os homens/mulheres tem de pior, mais bárbaro, primário. Até mesmo na conversação. O texto é longo, porque não é uma história, logo não segue por capítulos. “Estiveste na guerra. Como foi? Não estive na guerra, estive ao lado dela! Como? Cheguei a Kiev 3 dias depois da invasão. Muita gente já tinha saído, a cidade que encontrei não foi a que esperava encontrar. É uma cidade como qualquer outra da Europa. Estavam algumas coisas fechadas, porque as pessoas saíram do Pais, mas a maior parte estava a funcionar, a tentar manter a normalidade. Nos supermercados encontras tudo. Nas bombas de gasolina também. A farmácia tem todo o tipo de medicamentos. Fiquei na casa de um jornalista ucraniano, não quis ficar no hotel dos jornalistas, eles vão todos aos mesmos sítios, eu gos...