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Parabéns "manageira - 2024

  A minha "manageira" veio ao mundo faz hoje 3 anos. Miudinha, tão pequenina, tão frágil, cansada de uma luta de 9 meses, mas veio disposta a ganhar a batalha dos meses que se seguiram e conseguiu. Não foi tarefa fácil, mas ela não deu tréguas, nem à vida, nem a nenhum de nós. Foram muitos meses de luta, mas ela mostrou a sua garra e venceu cada etapa. a minha "manageira" veio para estragar as estatísticas e estragou todas. Não ia conseguir vir ao mundo, mas veio! Não ia conseguir engordar, mas engordou! Não ia conseguir recuperar da operação, mas recuperou! Não ia conseguir falar, mas fala pelos cotovelos! Não ia conseguir ouvir, mas ouve até demais! Não ia conseguir...diziam, mas só porque não a conheciam, a minha "manageira" consegue o que se propõe e só desiste de tentar quando consegue. Há nela uma força, uma resistência, uma obstinação maior que o seu pequeno corpinho de 3 anos. E a personalidade é de fugir, não lhe chamamos manageira por acaso, não,...

a nono fez 2 anos - 2023

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  Há pouco mais de 2 anos, quando me disseram que ia ser avó de novo, assustei-me. todos os avós que conheci tinham netos preferidos e netos a quem ligavam pouco, aquilo afligiu-me. Pensei para comigo "eu amo tanto o meu neto. E se eu não gostar tanto daquele novo bebé?" Seria injusto, a criança que ai vinha não tinha culpa de eu amar tanto o meu Miguel. Mas e se eu não conseguisse mesmo gostar tanto dela, como seria? É facto que há pessoas com as quais os nossos feitios se dão melhor do que com outras, e também achava que os avós não faziam de proposito excepção entre os netos, mas e se eu também fosse assim? Aquilo moeu-me durante meses. Claro que andei calada que nem um rato, não falei isso com ninguem da família, já bastava aquela gestação ser tão difícil, já bastava ela ter corrido tantos riscos sem se saber como nascia, já bastava o meu pai ter morrido um pouco antes, não ia eu aumentar a preocupação dos outros, esperei para ver. Ha 2 anos, nasceu o bebê e assim que a v...

o eleitor sem cabeça - 2019

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  Sabem o que me preocupa em relação às falcatroas, negociatas, esquemas, legislações e normas conforme nos dao jeito? É que um dia os que as fazem estao do outro lado da barreira e não tem moral para dizer o que quer que seja! É uma vergonha o que os governantes (governo, câmaras, juntas,etc) estão a fazer nestas áreas... Como vai ser quando forem oposições? Vão dizer o quê? Estão todos a dar machadadas na democracia! Estamos muito mal representados! Um dia destes tenho que dar razão aos meus amigos que desistiram de votar! Que tristeza! Sinto-me cansada... Todas as reações: 22 Ana Paula Fitas, Elisa de Mira e 20 outras pessoas 10 Partilhar

A violência

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  Quando era miúda, logo que sai do convento, vinha profundamente violenta, ainda hoje guardo alguma dessa violência que se traduz na forma de conversar, no tom, nas expressões faciais, o que é uma chatice, mas a violência de que falo é a física. Quando algo não me agradava ou não me corria a jeito, eu batia. E batia bem, nunca levei mais do que dei. Aos 12 anos, por uma questão de saúde passei a fazer meditação e essa violência foi sendo compreendida, transformada, cresci e percebi que ela não me levava a lado nenhum (também acho o mesmo da verbal e corporal mas essas são mais difíceis de resolver), ninguém ganha com isso, não se aprende, não se corrigem os erros, próprios ou os dos outros. percebi de tal forma que bati uma vez na minha filha quando era miúda, ela estava a pedi-las, mas correu-me tão mal, parecia uma coisa de bonecos animados que nunca mais tentei. Passei a encarrar a violência física como algo profundamente absurdo, fora do padrão de gente que usa o pensamento e...

Os macacos por ai

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  Os Macacos das Ruas de Évora, o grupo de amigos que deu origem à Associ' Arte e posteriormente o Armazém 8, porque os sonhos crescem, numa rua de umaa qualquer cidade ( a memoria já nao me deixa lá chegar). Grandes tempos estes, onde percorremos Portugal de lés a Lês, em que tinha um mapa de Portugal em papel atras da porta (lembram-se) e procurava com uma lupa os lugares que nos contratavam por não fazer a mais pálida ideia onde ficavam. Grandes tempos em que os presidentes de Câmara, apesar de não perceberem o que era isso de bandas de metais nas ruas, só as filarmônicas o faziam, arriscavam nesta minha proposta e aceitavam o espetáculo. Grandes residências fizemos em aldeias no meio do nada. Grandes tempos em que para colocar o grupo a actuar numa qualquer terra não precisava conhecer ninguém na câmara, bastava ter uma boa proposta! Parabéns Corrado Floriddia. pelo aniversario e pelo caminho que fizemos todos juntos. Todas as reações: 94 Maria Sarmento, Carmen Almeida e...