o Lar- 2025
Ontem, ao passarmos por um lar, o meu neto teve uma conversa sobre envelhecimento comigo. Explicava-me que a bisa, do lado do avô, passava os dia a desenhar, 1 vez por semana lá fazia ioga, mas no resto eram dias a desenhar e a picotar, é bom, disse-me, serve para a avó não perder a mobilidade das mãos, mas esta sempre fechada num edifício branco, com outras pessoas velhinhas como ela, só tem mesmo uma janela no quarto para ver o mundo cá fora. É triste disse-me, e "sabes avó, disse de repente, tu serias lá muito infeliz, não gostas de estar presa, quieta e aborrecias-te por estar sempre a picotar". A páginas tantas saiu-se com esta "agora que já sei escrever, vou fazer um papel onde digo que nunca iras para um lar, se eu me tornar um puto estúpido e quiser que vás, tu vais buscar o papel e obrigas-me a não te levar para o lar, prometes?" claro que prometi, mesmo sabendo que ele pode não ser capaz de cumprir o que quer agora, mesmo que não se torne num "puto estúpido" porque a vida dá muitas voltas e às vezes não conseguimos cumprir o que prometemos. Mas seja como for, " o puto " de hoje tem uns sentimentos lindos.
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