gosto de personagens-2019
Sempre gostei mais do Rock e do Jazz que do Pop. Não pelo ritmo, pela melodia ou sequer pelas palavras e sim pela forma. Os homens e mulheres da Pop sempre criaram bonecos, forma de olhar, de se mexer, trejeitos, figurinos. Criaram imagens e essas imagens sempre me pareceram plásticas, ensaiadas, estudadas, forçadas e aquilo sempre me pareceu ridículo. Tínhamos ali um boneco criado, falso e caia-me mal. Já os do Rock e do Jazz, por mais loucos que fossem eram aquilo. Janis Jopling era uma jovem louca que também era roqueira! Milles Davies era um homem paranóico que era jazzista. Já Michael Joseph Jackson era uma personagem criada para atrair multidões, que suava a falso...são apenas 3 exemplos, mas que servem para muitos outros. Eu gosto de personagens, mas no teatro, na musica gosto de gente que não se traveste de outra gente. Gosto de gente que se doa em nome próprio, como hoje Madeleine Peyroux. Ela entregou-se a uma praça de gente de forma simples, honesta, generosa, não precisou de fazer um boneco para nos presentear com um excelente espectaculo onde ora cantou em inglês, ora em Francês, ora em espanhol e de forma generosa tentou comunicar-se em português.
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